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Tipologia e tipografia: a importância para a comunicação

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Tipologia e tipografia: a importância para a comunicação

Em comunicação, o conteúdo, em seu conceito teórico, é essencial para a transmissão de uma mensagem do emissor para seu receptor. Na prática, essa transmissão do conteúdo se dá por diferentes e variadas maneiras, como textos, vídeos, artes, fotos, sons e afins. Porém, como nesse momento estamos usando uma plataforma de blog – e, portanto, abusando da linguagem escrita -, queremos destacar a importância da tipologia e da tipografia na comunicação.

Antes, porém, é preciso definir alguns conceitos e termos inerentes ao assunto. E, como não basta apenas escrever, vamos mostrar alguns exemplos de como a escolha de uma letra impacta na mensagem e na comunicação como um todo.

Existe uma certa briga entre os significados aplicados à comunicação, ao marketing, ao design e à ciência sobre essas duas palavras. Em termos científicos, tipologia acaba sendo o estudo das classificações e das características das diferenças entre objetos e seres vivos de toda espécie. Semanticamente isso está correto.

Mas, como estamos falando de comunicação em seu sentido mais amplo, podemos “subverter” a ordem nesse caso e dizer que tipologia é o estudo da formação dos tipos, aquelas letrinhas de ferro fundido usadas por Johannes Gutenberg por volta de 1439 na Alemanha para criar a imprensa, que é o invento mais importante do segundo milênio.

Pois bem. A partir daí temos a tipografia, que é a arte e processo de criação de caracteres; ou mesmo a impressão dos tipos.

O termo tipo é o desenho de uma determinada família de letras como aquelas que existem no seu computador, como por exemplo: Verdana, Futura, Garamond, Arial, Times New Roman etc. As variações de estilo dessas letras (ligth, itálico e negrito, por exemplo) de uma determinada família são as fontes desenhadas para a elaboração de um conjunto completo de caracteres que consta do alfabeto em caixa alta e caixa baixa, números, símbolos e pontuação.

E esse conjunto todo de estilos e fontes é que constitui em uma comunicação completa, que realmente impacta na transmissão da mensagem e na melhor aceitação e assimilação pelo receptor.

A tipografia constitui a principal ferramenta de comunicação. As faces alternativas de tipos permitem que você dê expressão ao documento além das palavras, para transmitir instantaneamente, e não-verbalmente, ambiente e imagem.

Nesse conceito, vale abusar da sinestesia para se atingir o efeito desejado na comunicação. Isso se dá no uso da tipografia voltado para aumentar o interesse visual, o que é feito através da escolha adequada de fontes tipográficas, composição (ou layout) de texto, a sensibilidade para o tom do texto e a relação entre texto e os elementos gráficos na página.

Todos esses fatores são combinados para que o layout final tenha um “ambiente” apropriado ao conteúdo abordado. No caso da informação impressa, em marketing é comum levar em consideração a escolha do papel adequado, da tinta e dos métodos de impressão. Já quando o teor se volta para o meio jornalístico, têm-se mais preocupação com a fonte adequada, tamanho e cores.

Um exemplo é o jornal Folha de S.Paulo, que executou uma reforma visual de seu site e implantou uma tipografia exclusiva. No caso, essas mudanças tipográficas foram o centro da mudança visual voltadas à leitura na web, serviço executado pelo tipógrafo catalão Jordi Embodas, que personalizou tipos gráficos que são de uso exclusivo do jornal.

Segundo a própria matéria da Folha, as fontes foram criadas ou ajustadas para otimizar a visualização em tela além de melhor legibilidade, as adaptações proporcionam carregamento mais rápido de páginas, reduzindo o consumo de dados e melhorando a experiência do usuário.

A ideia, nessa estratégia, é que o leitor reconheça a marca do jornal através da fonte, independentemente da plataforma em que esteja lendo.

A tipologia e a tipografia são tão importantes na hora de decidir como será a sua transmissão de mensagem, seja um texto ou uma marca, justamente porque ela transmite o que a marca é ou pensa. 

No caso de uma marca, como o exemplo da Folha, irá carregar o DNA da companhia, a essência e tudo o que a marca é. Esse conjunto estará ali representado pela tipologia, seja o texto escrito apenas com ela ou o logo criado a partir do padrão das letras, conferindo uma identidade única e reconhecível e pavimentando o caminho para a absorção do conteúdo transmitido.

“Tipografia acaba sendo o centro de uma construção gráfica. Se eu não souber qual fonte for usar, eu posso acabar com uma comunicação. Aquele mito de que Comic Sans é uma fonte horrível é uma falácia; a realidade é que ela só é mal usada. Eu não vou usar esse tipo de fonte em uma comunicação para a pessoa tomar cuidado com algo, por exemplo. Agora, se for para a criação de algo infantil, como um texto de HQ’s, aí ela conversa super bem”, explica Leonardo Medeiros, designer da Atracto.

Voltando à parte da ciência, o cérebro humano é projetado para reconhecer padrões e processar estímulos visuais rapidamente. Imagens, diagramas, formatos e linhas oferecem a oportunidade de se comunicar ideias e informações embutidas quase que instantaneamente, sem a necessidade de uma explicação ou um lembrete do que aquilo significa. 

O mesmo acontece com o tipo de fonte. Por que desenhar um novo alfabeto? Por que escolhemos Helvetica e não Arial? Por que a comunicação visual em um texto deve ser estrategicamente pensada?

Para uma comunicação eficaz, é necessário assimilar o ambiente cultural em que a tipografia se insere, é preciso pensar em todas as maneiras de como se quer transmitir a mensagem de forma combinada.

A tipologia e a tipografia influenciam 100% nesse processo. “Um ‘cuidado’ em um fundo amarelo, com uma fonte pesada, em bold, passa a comunicação com eficiência. Seguindo o mesmo exemplo, se escrevo com uma fonte fina, sem peso, a comunicação não acontece”, exemplifica Medeiros.

Steve Jobs, co-fundador e ex-presidente da Apple, em um famoso discurso em 2005 para alunos da Universidade de Stanford, nos EUA,  comentou que o Mac OS (nome do sistema operacional à época) não seria tudo isso se, em sua juventude, ele não tivesse frequentado aulas de uma disciplina curiosa: caligrafia. 

Jobs disse que aprendeu sobre a harmonia e a forma das letras, as tipografias serif e sans-serif, o espaçamento das letras e os detalhes especiais das grandes tipografias, entre outras coisas. Inicialmente, pensou que aquilo não teria algum propósito prático na vida dele, mas alguns anos depois, quando trabalhava no primeiro computador da Apple com seu parceiro Steve Wozniak, Jobs preocupou-se com o visual das fontes que usaria o Macintosh. 

As letras bem desenhadas permitiam uma interface mais amável, o que incentivou o interesse e a preocupação pelo uso adequado e diverso de tipografias, permitindo o desenvolvimento de infinitas possibilidades, como conhecemos hoje. No discurso, Jobs afirmou que sem o sistema operacional da Apple ninguém teria uma tipografia bonita no computador, com vários tamanhos e fontes com espaço proporcional.

Ou seja, cada vez mais, a comunicação deve ser pensada em seus mínimos detalhes, considerando a interação com o usuário e a transmissão de um conteúdo. E muito disso está diretamente ligado com a leitura nas telas dos dispositivos. Isso é o centro do growth content que a Atracto usa nas estratégias de comunicação dos seus clientes.

“Acredito que a fonte é a responsável para se obter o resultado positivo. É um conjunto, claro, mas não adianta ter um logo lindo, com uma fonte mal usada”, finaliza Medeiros.

Na comunicação textual não é apenas o tipo de fonte que pode ser alterado, mas o conjunto tipográfico ajuda a passar a mensagem com outros recursos, como o negrito, itálico e variações. É a hierarquização visual!

O uso de diferentes tamanhos, famílias, distâncias e variações da mesma fonte, é capaz de mudar toda a forma de como o texto será lido. A Atracto leva isso em conta em seus textos de modo a priorizar frases ou conteúdos, tanto nas informações mais importantes quanto nas menos importantes.

Normalmente, as frases escritas com a fonte maior ou negrito são lidas primeiro pois chamam mais a atenção do leitor. É justamente a escolha dessas variáveis que influenciará diretamente a mensagem que você quer passar e como você quer que ela seja recebida pelo leitor.

Por isso é extremamente importante escolher um tipo adequado para sua finalidade, já que muitas vezes pode ocorrer de causar estranhamento no leitor se essa combinação não acontecer.

Toda o conteúdo produzido pela Atracto leva em consideração a forma, cores, tipos e finalidades na hora de se montar um texto, lettering de vídeos, frases de sites e criação de logos.

Para isso, utilizamos algumas das fontes disponíveis gratuitamente na internet para a produção de nossas peças gráficas, escrita no blog e diagramação de eBooks.

Apesar de parecer que a quantidade de texto e de conteúdo digital criado especificamente para a internet visa apenas alimentar os motores de busca de SEO, a visibilidade para o cliente também se dá através da escolha correta da tipografia. O growth content é estratégico nesse sentido. O estilo no momento da criação do conteúdo – pelo menos para nós – continua sendo um dos pilares da comunicação.

Nesse sentido, Leonardo ressalta que “As pessoas consomem mais materiais online, então um designer de tipografia deve ter isso na cabeça, como atingir esse público. Eu vejo como uma evolução, é difícil mas acaba não tendo espaço para saudosismo.”

É consenso que há um movimento de grandes escritórios, e, consequentemente, grandes marcas, para a utilização de tipografia como diferencial estratégico na comunicação, reforçando o posicionamento e o branding das empresas. Fontes institucionais personalizadas estão se tornando cada vez mais comuns.

Veja alguns exemplos:

A tipografia tem uma importância extrema, tanto para a produção de imagens quanto para textos. As fontes podem mudar completamente a mensagem e como ela vai ser passada para o público.

Muitas empresas se posicionam no mercado (e aos olhos dos consumidores) através de seu logo ou de sua fonte exclusiva. Portanto, para uma leitura adequada e prazerosa, é preciso pensar bastante para traçar a melhor estratégia. É assim que a Atracto faz!

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